Uma análise antropológica sobre o som, uma visão da bioacústica, da biomúsica e quais os efeitos esses sons causam na avaliação de 25 pessoas que participaram do trabalho de conclusão de curso em Musicoterapia que deu origem ao livro
O jornalista e músico musicoterapeuta Roger Marza lançou no último dia 19 de novembro o livro “Além das ondas: a biomusic como uma terceira via do sound healing” pela editora Uicalp, que vende livros físicos com impressão sob demanda na internet.
Em 178 páginas, Marza conta a história do som por meio da Antropologia, pela Bioacústica (o estudo dos animais por meio do som), da Musicoterapia e do Sound Healing, prática que ganhou destaque na década de 1980 nos Estados Unidos que pode consistir em meditações sonoras com o uso de tigela tibetanas, tigelas de cristal, gongos, entre outros instrumentos.
A pesquisa revela que a Biomusic, música feita com sons da natureza, têm características que a aproxima do Sound Healing, cujas notas graves de tigelas tibetanas entre 60 a 120 Hz estimulam não apenas a meditação, mas suas ondas sonoras entram profundamente no corpo do paciente ou grupo de pacientes. E, além disso, a Biomusic tem características da chamada música meditativa, onde não há mudanças bruscas de ritmo e com melodias minimalistas. Estudos científicos já comprovaram que essas técnicas promovem um “arrastamento” de sinais biológicos do corpo humano para frequências que promovem a redução da ansiedade e da dor.
Mas e o som de uma baleia, associada a um sax ou uma flauta? E os sons de rios, das ondas do mar e dos pássaros? Quais são os efeitos que a Biomusic que Marza começou a praticar em 2021 pode promover nas pessoas? A partir desse questionamento, Marza elaborou a playlist Além das ondas no app de streaming de música Spotify, que foi ouvida por 25 pessoas, de diferentes parte do Brasil, ampla faixa etária, de diversas religiões e gostos musicais. A pesquisa indica que a Biomusic possui também a capacidade de reduzir a ansiedade e, até mesmo a, a dor.
Marza também fez a análise do espectro da onda sonora, utilizando softwares gratuitos como Audacity e Raven Lite, da Universidade de Cornel. Embora em pesquisas da Musicoterapia Vibroacústica, aquela na qual a Física do som é estudada, os dados dos pacientes são mensurados no exato momento em que ele está sendo exposto ao som, Marza fez um ensaio no sentido de verificar a frequência da combinação de instrumentos de sopro e sons da natureza no espectro sonoro da música. Esse estudo inicial mostra fortes correlações da Biomusic com o Sound Healing tradicional, embora novas pesquisas devem ser realizadas.
O livro é resultado do trabalho de conclusão de curso da Pós-Graduação em Musicoterapia que Marza conclui em novembro na Faculdade Mozarteum de São Paulo. Além de adaptar o texto científico para um estilo jornalístico, Marza ampliou trechos relativos à história da Bioacústica, com textos sobre as pesquisas do Laboratório de Acústica e Meio Ambiente da Universidade de São Paulo (LACMAM), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), dos estudos científicos que o filósofo e músico David Rothenberg realizou em 2021, além de trechos inéditos de uma entrevista que Marza realizou em 2020 com o ornitólogo brasileiro Johan Dalgas Frisch, o primeiro brasileiro a gravar sons de passarinho, incluindo o do Uirapuru verdadeiro, em 1962.
Há curiosidades como o motivo que Dalgas afirma que Nelson Rockefeller, seu amigo, conseguiu ser vice-presidente dos Estados Unidos entre 1974 e 1977, além de bastidores da criação do Dia da Ave e da escolha do sabiálaranjeira como Ave Nacional. Essas decisões envolveram pesos-pesados, desde Assis Chateaubriand, todo poderoso dos Diários Associados, a Amador Aguiar, fundador do Bradesco.
O livro está por tempo indeterminado com desconto no site da UICLAP, impresso sob demanda, com entrega para todo o Brasil.
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