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Ninguém se importa com a sua história… até você até você mudar isso

Existe uma cena que se repete todos os dias na internet. Alguém abre a câmera e começa assim: “Deixa eu te contar a minha história…”

E, em poucos segundos, quem está do outro lado já perdeu o interesse. Não porque a história não seja boa, não me entenda mal. Mas porque a sua história começou no lugar errado. A verdade é desconfortável, mas libertadora: as pessoas não estão esperando para ouvir você, elas estão tentando resolver a sua própria vida, seus próprios problemas.

O que realmente prende a atenção

Pensa comigo!

Você abre um vídeo e escuta: “Eu trabalhei anos construindo minha carreira, passei por grandes experiências, aprendi muito ao longo do caminho…”

Talvez você respeite, mas dificilmente você continua, podendo até pensar “Nossa, que pessoa chata!”.

Agora imagina outro começo: “Você já sentiu que sabe muito, mas não consegue transformar isso em conteúdo que realmente conecta?”.

Aqui, algo muda.

Sabe por quê? Porque não é mais sobre quem está falando. É sobre quem está ouvindo e o nosso cérebro faz um movimento automático: “O que ela está falando tem a ver comigo.”

 

O problema nunca foi a sua história

O problema do conteúdo não estar engajando é a ordem, a estrutura da narrativa. A maioria das pessoas tenta conquistar atenção contando quem é, o que fez, quantos diplomas têm, etc, etc, quando, na verdade, a atenção não vem da identidade, mas sim da relevância.

E relevância começa quando alguém se reconhece nessa história.

É por isso que um conteúdo simples, direto ao ponto, às vezes até sem produção, prende mais do que algo extremamente elaborado. Porque ele toca em algo real, toca na ferida, e aí você para pra ouvir.

 

O momento em que o jogo vira

Existe um ponto exato em que o seu conteúdo deixa de ser ignorado. É quando você mostra que entende o problema do outro melhor do que ele mesmo consegue explicar (o coração pulsa de emoção!).

Vamos a alguns exemplos da minha área, como eu penso quando vou criar conteúdo.

Note a diferença quando eu falo: “você precisa postar mais”.

Para: “Você até tenta aparecer, mas trava quando precisa organizar uma ideia em um roteiro claro.”

Imagine eu falando: “você precisa melhorar sua comunicação”.

Para: “Você domina o que faz, mas na hora de explicar isso em público, sente que não consegue traduzir o seu valor.”

Percebe a diferença?

Não é  mais um conteúdo, é uma identificação.

 

E por que isso funciona tão bem

O cérebro humano é seletivo.

Sim, o nosso cérebro é danadinho e ele ignora quase tudo, a não ser que algo pareça relevante para resolver um problema dele de imediato.

Quando você assiste um vídeo e a pessoa começa falando de si própria (a narrativa do eu), o cérebro pensa: “Isso não é prioridade pra mim.”

E quando você começa com um problema real, a audiência para pra ouvir: “Presta atenção. Isso pode ser útil pra você, isso vai te ajudar.”

E é aí que você conquista o ativo mais disputado hoje: a atenção.

Onde a sua história entra, de verdade

A sua história não é descartável, longe disso. Tudo o que você fez e conquistou tem muito valor, sem dúvida alguma. Mas estamos falando sobre ATENÇÃO e por isso a sua história entra depois.

A sua história só entra quando a pessoa já está dentro da conversa (isso é ouro!).

A sua história entra quando já existe interesse e conexão.  E aí, sim, ela quer saber: “Como você chegou nisso?”, “O que você já viveu?”, “Por que eu deveria confiar em você?”.

Mas isso só acontece depois que você a ajuda de alguma forma, combinados?

 

A virada mais importante da sua comunicação

Se você quer transformar a forma como cria conteúdo, gerar conversa com a sua audiência e criar o storytelling da sua marca com autenticidade e verdade, seja na internet ou pessoalmente, guarda isso e deixe agora o seu ego bem guardado na gaveta:

você não é o protagonista da história!

Você não leu errado. Não, o holofote não vai em você. O protagonista da sua história é quem te acompanha, é a sua audiência, o seu cliente, o seu público, quem compra de você, oras!

Você é o mestre!

É quem vai guiar essa audiência para algum lugar, dando direção e sabedoria.

E guia não fala sobre si o tempo todo. O guia orienta, organiza o caminho, simplifica a vida do outro, depois ele fala de si.

Portanto, o mestre, o mentor, o guia, como quiser chamar, mostra o que pode dar errado e como evitar o erro, ele mostra o caminho das pedras e caminha junto nessas pedras, ao lado de quem lhe ouve. Isso sim é um beeeeeelo convite para a sua história! 👊

E na prática, o que muda, Sabrina?

Muda tudo.

Pense em roteiro de vídeo. Ele deixa de ser: “Hoje eu vou te contar a minha trajetória…”

E passa a ser: “Se você sente que está produzindo conteúdo, mas ninguém responde, o problema pode não ser o algoritmo, pode ser….”

Um post deixa de ser: “Minha experiência me ensinou…”

E passa a ser: “Se o seu conteúdo não gera reação, provavelmente ele não está claro o suficiente para quem lê.”

Uma oferta deixa de ser: “Eu criei um método…”

E passa a ser: “Se você está cansado de postar e não ver resultado, existe uma forma mais estratégica de construir conteúdo.”

E durante essas minhas andanças por eventos esses dias, como escrevi no editorial, consegui me conectar com diversas pessoas usando essa fórmula simples para vender o meu serviço em comunicação: não só contei a minha história, mas ouvi os problemas e mostrei minhas soluções.

E deu muito certo.

No fim, é sobre isso

As pessoas não se conectam com você porque você tem uma história, mas sim, elas se conectam quando percebem que você pode ajudá-las na história delas.

E aí, leitores queridos, tudo muda.

Elas escutam, continuam, confiam e, principalmente, elas lembram de você.

 

Pra fechar

Se você quer transformar esse conceito em prática, e não depender mais de tentativa e erro na hora de criar conteúdo, existe um caminho. Eu organizei uma biblioteca de prompts estratégicos que te ajudam a estruturar ideias, roteiros e narrativas com clareza, intenção e consistência. São 40 prompts pensados para quem já sabe muito, mas quer comunicar melhor.

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Até semana que vem!

Eu sou Sabrina Scarpare, jornalista, consultora, mentora de marcas pessoais e escritora da newsletter Comunicação & IA. Toda semana, envio na sua caixa de e-mails informações atuais sobre o tema para te ajudar na clareza da sua comunicação e ficar por dentro dos assuntos sobre marcas, narrativas e IA.

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