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Como contar uma boa história

Se eu te pedisse agora pra você lembrar de algo que realmente marcou a sua vida. Você se lembraria de uma imagem ou de uma história? Na newsletter de hoje, vou falar sobre arte ancestral de contar histórias: o storytelling!

Vou tentar resumir tudo o que você precisa saber sobre o storytelling, ok?

Mas antes mesmo de falar sobre essa técnica poderosa de comunicação, você precisa ter bem definido o que é uma história. História reúne fatos, que são organizados de forma que, ao ser narrado, vai se criando tensões e resoluções até o fim, mantendo a atenção de quem tá assistindo ou lendo.

As melhores histórias são aquelas que geram uma transformação no fim. Cientificamente, quando você conta uma história, a narrativa gera mais atenção e conexão nas pessoas do que dados ou fatos isolados, fazendo com que elas se lembrem com muito mais facilidade do que foi dito.

Você deve se lembrar muito mais daquele professor na escola que ensinava contando histórias, do que aquele que só dava teorias e nada mais.

É por aí…

Contar uma história é uma dança constante entre tensão e resolução – ou conflito e desfecho – como você queira chamar. Mas o fato é… as pessoas amam ouvir histórias! E vale lembrar que nós, seres humanos, contamos histórias há mais de 700 mil anos, quando ainda estávamos nas cavernas, descobrindo o mundo. Contar histórias é algo inerente a nós.

Muito bem, agora vamos falar sobre storytelling… e o que é storytelling?

Storytelling é transmitir uma ideia por meio de histórias, seja por palavras, imagens, sons, gestos… há diversas formas além da oral. Agora, olhando para o prisma de fazer negócios, quando eu aplico o storytelling numa narrativa, a ideia central é envolver a audiência até o fim dessa história para que ela tome uma ação, pra que ela aja.

Então, recapitulando:

  • História reúne fatos
  • Storytelling organiza esses fatos numa narrativa envolvente para atingir um certo objetivo.

Mas veja bem: escrever uma história para um filme no cinema ou pra um livro, é diferente do que fazer storytelling pro YouTube, ou para qualquer outra rede social.  E eu vou te explicar o porque.

Na comunicação digital – YouTube, Instagram, Tiktok, Linkedin, etc – a nossa narrativa está constantemente convencendo alguém a fazer algo: clicar num link, comprar algo, baixar algo, curtir, comentar, compartilhar. E para que ela fique, realmente, nós precisamos envolver essa audiência numa história e que ela perceba que vale a pena ela continuar assistindo. Porque se ela perceber que não vale, meu amigo, minha amiga, ela vai embora rapidinho, clicando no vídeo ao lado, e bye bye, entendeu?

As mídias, as redes sociais tem as suas particularidades.

Portanto, antes de escrever qualquer história, você precisa entender qual é a sua intenção com ela. Para te ajudar nessa missão, eu vou te ensinar agora como você pode contar uma boa história para a sua audiência. Preste bastante atenção.

A estrutura narrativa dos 3 Atos de Aristóteles

É a estrutura dos três atos, que é um modelo narrativo clássico que se originou com o filósofo grego Aristóteles, há mais de 2.000 anos, lá na Grécia Antiga. Em sua obra “Poética”, Aristóteles analisou peças gregas e identificou que as histórias mais eficazes possuíam um início, meio e fim, o que evoluiu para o modelo atual de três atos.

Basicamente, a gente começa um vídeo ou texto sempre com um gancho. Isso vale tanto para vídeos longos quanto vídeos curtos e textos. O que é gancho? O gancho é uma forma de capturar a atenção de quem está te assistindo em poucos segundos, a primeira frase que você vai falar ou escrever. Lembre-se que a sua audiência no digital está sempre a um clique de sair do seu vídeo. Então, o gancho precisa funcionar para reter atenção e fazer a pessoa permanecer ali com você.

MINHA DICA: não comece um vídeo falando: “Oi, eu estava sumida por aqui, mas agora voltei pra falar com você”. Cara, de boa? Já era. A bem da verdade é que ninguém tá nem aí pra sua narrativa (a narrativa do EU). As pessoas querem saber de resolver as suas próprias questões, os seus problemas pessoais!

PS: (Inclusive, escrevi sobre isso dias atrás e se quiser ler, clique aqui!)

Voltando….

O gancho é o Ato 1.

Lembra que eu falei que uma história é uma dança constante entre a tensão e a resolução? O gancho tem a missão de criar essa tensão para fisgar, capturar a atenção do expectador, então ele não pode ser algo muito extenso. Seja suscinto, até porque o seu trabalho como criador de conteúdo e como storyteller é fazer com que a sua audiência chegue no final do vídeo.

Gaste tempo e energia nesta super tarefa que é o gancho.

Depois, vem o Ato 2. O desenvolvimento do conteúdo, a big ideia da sua narrativa – que é a a ideia central – onde você vai estruturar a história. A missão aqui é fazer a audiência ir junto com você ao clímax da história. Aqui a tensão e a resolução ganham vida, fazendo a dança. É aqui que a sua audiência precisa querer saber mais sobre o que você vai falar, por isso a importância de um bom contexto.

E uma boa maneira para envolver a audiência é você coloca-los dentro da sua narrativa. Mostre a eles que o seu produto ou serviço pode ajudá-los a resolver diversas questões que eles precisam resolver. Faça essa narrativa tocar o coração deles de alguma forma.

Por exemplo: se você é manicure, mostre os benefícios que as suas clientes tem ao irem ao seu espaço, como é seu atendimento, esmaltes de usam, mostre o café que é servido, o espaço que você as recebe. Perceba que não é só falar: agende seu horário.

Crie histórias. E isso vale para qualquer profissão.

Antes de entrarmos Ato 3, vamos recapitular.

Primeiro, você faz um gancho começando uma história. É o Ato 1. Prender a atenção.

Depois entra com conflito e resolução, os altos e baixos, vitorias e derrotas. O Ato 2.

Agora vamos ao Ato 3, que é a resolução da sua história. É onde você caminha para o fim, e no mundo dos criadores de conteúdo, a gente chama de CTA (Call to Action ou Chamada para Ação), pois, se estamos pensando em storytelling estratégico, precisamos levar essa audiência a algum lugar, lembra?

A nossa narrativa está constantemente convencendo alguém a fazer algo. É aqui que entra o CTA, que pode ser: clicar em um link para comprar algo, baixar um documento, curtir, comentar, compartilhe. É uma forma de retribuição para quem ficou até o fim, um agradecimento.

Se a sua história foi boa, a pessoa vai querer agir. E se ela não agir, não é falta de interesse, provavelmente você não deu o caminho para ela fazer isso. Por isso, o Ato 3 não é só um fechamento, é onde você transforma atenção em ação.

E aqui está o ponto-chave: toda boa história termina com uma mudança. No digital, essa mudança precisa virar movimento. Por isso, pense de novo na sua intenção: é vender algo? Ou você quer que ela se inscreva na sua newsletter? Ou você quer que ela clique num link específico? Qual é o caminho que você dará para a sua audiência? Com essa intenção definida, você cria o contexto final, concluindo a sua história.

Esse fechamento é importante para o seu storytelling, pois caso não dê esse caminho de ação, a sua história será apenas uma história, sem a transformação desejada da sua audiência.

Ficou claro? Eu espero que sim 😉

 

Até semana que vem!

Eu sou Sabrina Scarpare, jornalista, mentora de storytelling e IA para marcas, além de escritora desta newsletter Storytelling & IA para Marcas. Toda semana, envio na sua caixa de e-mails artigos e informações atuais sobre os temas comunicação, storytelling, IA e marcas.

Saiba mais aqui.

 


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