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As tendências que vão acelerar os negócios em 2026

Elaborado pela VML, o The Future 100: Latam 2026 publicou em abril de 2026 o relatório das 100 tendências de marketing e consumo para a América Latina em 2026. As respostas são baseadas em pesquisa regional e dados globais, analisando as principais tendências globais que podem transformar o mercado e impulsionar o crescimento no ano.

O interessante desta edição é que, pela primeira vez, o relatório se debruça sobre as especificidades da América Latina e como a região tem impactado o mercado global. Os insights e os dados foram coletados pela Sonar, unidade de pesquisa e consultoria da agência do WPP, em um levantamento realizado entre 24 de setembro e 3 de novembro de 2025. Para o recorte latino-americano, foram entrevistados em torno de quatro mil adultos distribuídos entre Brasil, Argentina, Colômbia e México.

O público não está apenas lidando com as instabilidades atuais em diversos segmentos, mas também está abraçando novas formas de viver, consumir e se conectar com as marcas e pessoas. Esse comportamento reflete um cenário de resiliência e busca por transformações fundamentais na cultura e nos negócios.

A relação entre marcas e comunidades está se tornando cada vez mais horizontal, impactando diretamente a cadeia de comunicação, do planejamento estratégico à execução criativa. Não preciso dizer que a IA entra também nessa conversa como forma de infraestrutura. Neste artigo de hoje, eu não vou abordar todas as tendências divulgadas, mas deixarei no fim do texto um link pra você saber de todas, ok? Quero abordar especificamente uma das 100 tendências que me chamou a atenção; que são os microdramas, as chamadas novelas verticais, um novo formatos de entretenimento curto, em capítulos e pensados para redes sociais.

De acordo com o The Future 100, os chamados microdramas se consolidam como uma nova maneira de gerar engajamento emocional. A ascensão do formato inverte a lógica tradicional: a marca deixa de interromper a história para se tornar a própria história. Com origem chinesa, as novelas verticais ou microdramas faturaram globalmente US$ 11 bilhões em 2025, segundo dados da Omidia. E esse número só cresce. Para você ter ideia da dimensão disso, existe uma estimativa do mercado de mídia que diz que esse mercado de microdramas pode atingir 26 bilhões de dólares por ano até 2030.

Mas o grande desafio, na opinião da chief strategy officer (CSO) da VML Brasil, Stella Pirani, é manter a qualidade narrativa em 60 segundos, garantindo que a integração da marca seja orgânica o suficiente para não gerar ceticismo, mas potente o suficiente para converter o engajamento em ação imediata.

Stella ainda acrescenta que essa fragmentação exige que as marcas operem como estúdios de entretenimento, em que o sucesso não é imediato apenas pelo alcance, mas pela capacidade de criar um “universo” onde o consumidor queira habitar. Ela disse: “Em 2026, a conexão real nasce da fluidez. O conteúdo precisa ser nativo, ágil e, acima de tudo, humano, combatendo o ‘doomscrolling’ (prática de consumir notícias ruins compulsivamente) com narrativas que respeitem o tempo do usuário e entreguem valor emocional instantâneo”, complementa.

Exemplos recentes de microdramas são Tudo por uma segunda chance (Globo), A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário (Bewings Entertainment) e Encontrei um Marido Bilionário e Sem Teto para o Natal (Zohar Cinema).

Isso me faz pensar que: se microdrama – ou microséries – são narrativas em capítulos, isso cria três coisas:

  1. Expectativa pelo próximo capítulo,
  2. Hábito de consumir aquela conteúdo e isso dá retenção (porque você fica mais tempo na plataforma),
  3. Você ganha o tempo de tela daquela pessoa

Para quem cria conteúdo, esse cenário muda tudo.

E é exatamente por isso que uma das grandes Tendências Macroeconômicas de 2026 aponta para algo que pode parecer paradoxal num mundo cada vez mais automatizado: o mundo das histórias.

Com o avanço acelerado da tecnologia, da inteligência artificial à realidade aumentada, dos microdramas às plataformas imersivas, a narrativa e a criação de histórias não se tornam obsoletas. Elas se tornam imprescindíveis.

Quanto mais as máquinas dominam a execução, mais o ser humano precisará dominar o significado. E significado se constrói com histórias. A IA pode gerar conteúdo em escala, mas não pode, por si só, criar o vínculo emocional que faz uma pessoa esperar ansiosamente pelo próximo capítulo. Não pode construir o universo que faz o consumidor querer voltar. Não pode entregar aquela sensação de “isso foi feito para mim”, que é o que, no fundo, todo bom storytelling provoca.

Daqui pra frente, as marcas, os criadores e os profissionais que entenderem isso sairão na frente e vão entender que a tecnologia é a infraestrutura, mas a história é o produto. E os microdramas são a prova mais concreta disso, pois é a narrativa que entrega a retenção. É ela que faz alguém parar o scroll, salvar o vídeo, compartilhar…

Por isso, antes de pensar em câmera, edição, legenda ou algoritmo, a pergunta mais estratégica que um criador de conteúdo, uma marca ou um profissional de comunicação pode fazer em 2026 é: qual é a história que eu estou contando para o meu público?

🔹Eu gravei um vídeo falando sobre microdramas e postei no TikTok (clique aqui para assistir).

🔹Confira todas as tendências clicando aqui

 

Até semana que vem 😉

Eu sou Sabrina Scarpare, jornalista, mentora de storytelling e IA para marcas, além de escritora desta newsletter Storytelling & IA para Marcas. Toda semana, envio na sua caixa de e-mails artigos e informações atuais sobre os temas comunicação, storytelling, IA e marcas.

Saiba mais aqui.

 

 


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