O Coletivo Beira Rio realizou, na manhã deste sábado (9), um ato público em defesa da Área de Lazer do Trabalhador, na Rua do Porto, em Piracicaba. A mobilização teve como foco a preservação do parque, das árvores nativas existentes no local e a oposição a propostas de supressão vegetal e impermeabilização do solo na área.
A manifestação reuniu moradores, ambientalistas, coletivos culturais, movimentos sociais e defensores do patrimônio ambiental da cidade. O grupo chamou atenção para a importância da preservação das áreas verdes próximas ao Rio Piracicaba e da biodiversidade presente no parque.
A programação incluiu café comunitário, diálogo com frequentadores do espaço, ações de conscientização ambiental e a marcação simbólica de árvores que, segundo os organizadores, podem ser afetadas pelo projeto de implantação de estacionamento e novas estruturas de concreto nas proximidades da Área de Preservação Permanente (APP) do Rio Piracicaba.
Também foram promovidas atividades voltadas ao bem-estar e à integração com a natureza, como oficina bioenergética, práticas de expressão corporal e orientações de yoga conduzidas pelos professores Dante Moretti e Natália Benotti. Segundo os participantes, as ações buscaram reforçar a relevância dos espaços verdes urbanos para a saúde física, emocional e para a convivência social.
Durante o ato, os manifestantes alertaram para os possíveis impactos ambientais provocados pela retirada de vegetação e pela impermeabilização do solo em uma das principais áreas verdes do município. De acordo com o coletivo, o bosque abriga espécies nativas consideradas importantes para o equilíbrio ecológico, entre elas jequitibá-branco, peroba, pau-ferro e farinha-seca, além de árvores de grande porte responsáveis pela sombra, infiltração da água da chuva e regulação térmica da região.
Os organizadores afirmaram ainda que um laudo técnico elaborado por especialista da área florestal aponta indícios de impactos sobre árvores localizadas no entorno da obra prevista, inclusive fora da área diretamente pavimentada, em razão de possíveis danos ao sistema radicular e da impermeabilização do solo.
Durante a mobilização informado que o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio da Promotoria de Meio Ambiente de Piracicaba, já foi acionado sobre o caso. Segundo o coletivo, a denúncia resultou na instauração de inquérito civil para investigar possíveis prejuízos ambientais relacionados às intervenções previstas para a Área de Lazer do Trabalhador.
Segundo os organizadores, a mobilização busca defender a preservação integral do parque e discutir alternativas de valorização do espaço público sem comprometer o meio ambiente.
“A cidade precisa de mais áreas verdes, mais proteção ao Rio Piracicaba e mais compromisso com a qualidade de vida da população. Não podemos aceitar a transformação de áreas naturais em espaços impermeabilizados que ampliam o calor, reduzem a infiltração da água e colocam em risco espécies nativas históricas da nossa cidade”, afirmou a arquiteta e urbanista Fátima Cristina Scarpari, presidente do Coletivo Beira-Rio.
Ao final da atividade, os movimentos participantes reafirmaram a continuidade da mobilização em defesa do patrimônio ambiental e do Rio Piracicaba, cobrando transparência, participação popular e respeito à legislação ambiental em qualquer intervenção prevista para a área.
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