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Giro do Diniz: “A Sinfônica de Piracicaba é parte da identidade e da cultura da cidade”

A violinista canadense Véronique Mathieu é presença confirmada no próximo concerto da Orquestra Sinfônica de Piracicaba, nos dias 18 e 19 de setembro, às 19h30, no Teatro Dr. Losso Netto. Ao lado do maestro uzbeque Shah Sadikov, ela integra uma noite dedicada a um programa que percorre três grandes nomes do repertório clássico: A Flauta Mágica, de Wolfgang Mozart; Fantasia Carmen, de Pablo de Sarasate; e Sinfonia nº 6 em si menor, Op. 74, “Patética”, de Pyotr Tchaikovsky. O encontro internacional promete movimentar a cena cultural piracicabana. Os ingressos, de R$ 15 a R$ 30, começam a ser vendidos no dia 11, às 10h30, pelo Sympla. Prestes a desembarcar em Piracicaba, Véronique Mathieu conversou com a coluna sobre a expectativa de se apresentar ao público piracicabano.

Quais são as suas expectativas para este reencontro com o público de Piracicaba? O que você espera oferecer aos espectadores por meio deste concerto?

Acredito que o público vai aproveitar muito a diversidade do programa. Há um pouco de tudo para todos os gostos, incluindo algumas melodias conhecidas que certamente serão reconhecidas pelo público. Acima de tudo, espero que as pessoas saiam do concerto energizadas e inspiradas.

Você já esteve em Piracicaba em outras ocasiões. Quais lembranças você guarda da cidade, do público e, especialmente, da experiência de se apresentar com a Orquestra Sinfônica de Piracicaba?

Tenho lembranças maravilhosas das minhas visitas anteriores a Piracicaba. Guardo na memória a beleza da natureza presente por toda a cidade e o quanto as pessoas são acolhedoras. Os músicos da orquestra são excelentes instrumentistas e também extremamente receptivos. Foi um verdadeiro prazer fazer música com eles, e estou muito ansiosa para vivermos, novamente, esse momento juntos.

Qual é a importância de uma orquestra centenária, como a Orquestra Sinfônica de Piracicaba, para o cenário artístico e cultural brasileiro?

Não existem palavras fortes o suficiente para descrever a importância de uma orquestra com uma história tão longa. Uma formação como a Orquestra Sinfônica de Piracicaba carrega um enorme patrimônio musical, mas é muito mais do que uma orquestra: faz parte da identidade e da cultura da cidade. Há 100 anos, ela reúne pessoas por meio da música e de experiências que atravessam gerações. Isso é algo realmente extraordinário.

A música clássica vem atraindo o público jovem. Como você vê essa tendência e o cultivo dessa nova audiência?

Acho isso maravilhoso. As pessoas estão cada vez mais em busca de uma conexão mais humana, e a música ao vivo proporciona algo que simplesmente não conseguimos vivenciar da mesma maneira por meio de uma tela. Hoje, passamos grande parte do nosso tempo conectados, então ter a oportunidade de estar em uma sala de concertos, ouvir música juntos e sentir de verdade a energia dos músicos e do público é uma experiência muito especial.

 

Reinaldo Diniz é jornalista, colunista social e atento aos movimentos que conectam pessoas, eventos e tendências. Para acompanhar de perto ou sugerir pautas, marque @reidiniz nas redes ou fale diretamente pelo canal do colunista.


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